Terça-feira, Dezembro 25, 2007
Em tempos de assassinos, onde a terra sente as lágrimas do céu, deixo aqui, como irmão de meus ancestrais, uma mensagem, que não só deve ser lembrada, como comentada.A todos um ano próspero, e cheio de alegria, salve os mestres da terra!!! Lukati.
Carta do Cacique americano ao Presidente dos Estados Unidos da América.
Em 1854, o Governo dos Estados Unidos tentava convencer o chefe indígena Seatle a vender suas terras. Como resposta, o chefe enviou uma carta ao presidente que se tornou famosa em todo o mundo. Seu conteúdo merece uma reflexão atenta pois é uma lição que deve ser cultivada por todos, por esta e pelas futuras gerações.
CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATLE
"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro (...).Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem deve tratar os animais desta terra como seus irmãos (...)O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo. Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a Terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à Terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra.
Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamosirmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos ( e o homem branco poderá vir a descobrir um dia): nosso Deus é o mesmo Deus.
Vocês podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra, mas não é possível. Ela é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar o seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está a árvore?Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência. Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água como é possível comprá-los?Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho (...).Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas a idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água como é possível comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo aslembranças do homem vermelho (...).Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, devem ensinar às crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa.(...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.Eu não sei. Nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.Não há lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida de um homem, se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros."
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa(...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto."
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1:39 PM
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Quarta-feira, Setembro 26, 2007
Jonathan LeVine
Impressões Cotidianas
Perceber as possíveis rupturas moleculares que poderíamos criar com outras frequências, captadas não nas principais estações de rádio, mas na alma das ruas, nas solas dos pés cansados, e nos rostos que sentem o calor dos fins dos dias.Sentir e não pensar, talvez pareça poesia demais, demagogia de bicho grilo, mas creio que poucas coisas são mais concretas do que o sentir, e que se não tivessemos nascidos em uma sociedade tão mecanicista, encontraríamos menos tristeza nas mentes e corações. Caminhamos já a algum tempo rumo ao esquecimento de nossas relações com o organismo vivo que todos nós hábitamos, mas em pouquíssimas vezes nos damos conta, Gaia, terra, vida....Aqui cabe uma pequena digressão caro leitor, e eis que coloco minha tola, porém inquieta hipótese ao alcance de seus olhos; com as conquistas racionais e a percepção da vida atráves de uma ótica mecanicista, Descartes dava os primeiros passos no século 17, para o deslocamento dos valores que antes ligavam o ser humano a uma visão mais abrangente e interconectada da vida. Daí para o grande salto revolucionário da industrialização foram poucos passos. Eis que nós filhos do século XX presenciamos e vivenciamos as revoluções tecno-científicas, onde a ordem agora é o virtual, a nanotecnologia, e a inteligência super-artificial, alguns irão dizer que finalmente a realidade tornou-se ficção, mas mais do que isso a ficção produziu sonhos que se tornaram realidade. A sede de viver, a vida sedenta por algo mais que trabalho, e o mais profundo que chegamos nos dias de hoje é o fundo das garrafas vazias que bebemos durante a semana. O esvaziamento simbólico que nossa sociedade consumista sente na pele no dia a dia, produz a cada momento mais vibrações depressivas, sintoma de nossa era a depressão, parece ser a face obscura que nossa sociedade hedonista e cheia de possibilidades para tornar-se o melhor de todos, e não com todos, não querer ver. Me pergunto, como tanta insatisifação emocional, e doenças psiquícas em uma sociedade que se diz ser a melhor já alcançada pela humanidade? Mais do que filhos de nossos pais, somos filhos de nosso tempo, estar cego ou desejar a cegueira, não é mais a questão pertinente, e sim não perceber que talvez o afastamento contínuo da vida,e do planeta terra em que habitamos, seja esse sim o fruto de tantas angústias e ausências de horizontes mais coloridos.
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9:09 AM
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Sexta-feira, Setembro 21, 2007
NÃO COMPRE JORNAIS, MINTA VOCÊ MESMO.
Frase pichada nas bancas de jornais durante greve dos jornalistas de São Paulo em 1979.
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11:21 AM
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Quinta-feira, Setembro 13, 2007
O importante é não preucupar-se...
P.J.Gutierrez

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11:27 AM
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Terça-feira, Setembro 04, 2007
"Quando se diz que um homem é um tigre, não quer dizer que tenha garras e pele de tigre".
Shri RamaKrishna
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10:21 AM
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Terça-feira, Agosto 21, 2007
Perdidos, Solitários, e Viciados

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10:13 AM
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Quinta-feira, Agosto 09, 2007
Estratégias Potencializadoras - Parte 1
Desaceleramento countínuo do Aborrecimento
Chris Johnson
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12:04 PM
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Quinta-feira, Julho 05, 2007
Deus é um mestre ou uma sensação?

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11:51 AM
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Sábado, Junho 16, 2007
Poucas coisas se igualam a capacidade do ser humano de se auto-enganar, a vontade traiçoiera de sabotar para prosseguir é uma companheira diária. Pensemos por um momento nesse caso, sabemos que ao levantarmos todos os dias podemos ou não mudar o rumo das situações que continuam a nos desagradar cotidianamente, mas OPTAMOS por deixar para depois, ou mesmo esquecer.Dentre os animais as estratégias como a camuflagem, a dissimulação e o blefe, são amplamente utilizadas para a sobrevivência e reprodução da espécie, ao contrário do ser humano, o meio-ambiente não conhece a auto-sabotagem, truque utilizado pelas instituições de poder como a Igreja, que na idade média e até os dias atuais insiste em garantir o céu através do sufocamento do prazer e do corpo. produzindo o auto-engando através de gerações, a religião católica constuiu um aparato de domestificação moral e ética que incentiva o auto-engano, pois todo o ser consciente de seu corpo, sabe que através do prazer conquistamos uma vida ascendente, e que culpar o corpo pelas mazelas da vida e enganar-se sem perceber. Dentro de um contexto consumista como o da sociedade espetacular em que vivemos o auto-engano é um instrumento extremamente eficaz, utilizado com maestria pelos grandes publicitários, que produzem a todo momento motivos e causas para a necessidade de algo novo, único, e ainda não conhecido. Vejamos o caso dos shopping centers, centros de disseminação do auto-engano, onde o desnecessário ganha tons de indispensável, os novos modelos de celular que agora além de serem ótimos rastreadores de indivíduos e situações, podem tocar música, e mesmo tirar fotos, a necessidade de criar necessidade para viver é a chave da matrix. A super-afetação do aparecer, do superficial, da imagem acima de tudo, nos coloca a mercê de uma sociedade onde a vida é sufocada pela obssessão do consumo e do racional.. é preciso antes de mais nada ter coragem para reconhecer o quanto estamos nos enganando e enganando a própria vida a cada momento em que optamos por esquecer, a não enxergar. As portas da percepção estão soterradas pela velocidade com que somos assaltados pela tecnologia, é preciso olhar para si e desacelerar.
Lukati
p.s. o direito a preguiça de Paul lafargue deve ser lido com mais cuidado.
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12:06 PM
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Sexta-feira, Maio 18, 2007
uma vida irreflitida não vale a pena ser vivida.
Sócrates
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4:22 PM
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