| ArteDoCaos |
|
Segunda-feira, Janeiro 31, 2005
Pode dizer Quinta-feira, Janeiro 27, 2005 Bem sabem aqueles que viver dentro de um casulo sufoca nossas sensações, e de tanto andarmos entre pequenos espaços acabamos por nos acustumar a reproduzir e repetir incessantemente as mesmas ações condenadas noite passada, ou até mesmo no ano passado. Sair pra andar e continuar a caminhar pelos mesmos passos ja marcados, pontos repetitivos, deserto ressentido, tudo isso como uma tragada mais em um dia entre outros. sorte dos que conseguem romper o casulo, e agir plasticamente em seus dias, remodelagem aristocrática radical do cotidiano, eis um bom plano para ativar e destravar o cultivo diário de nossos dias da divina culpa, que pesa sobre nossas costas, e agenda nossas metas de cabeças de ovelha. Melhor mesmo sentir a fluidez lisérgica dos dias escorrem como notas a despencar do alto do desfiladeiro, e ir até o fim, acima de tudo ir até o fim... Andar pelas ruas, esquecer os passos passados, adaptar novas linhas, quebrar o ritimo 4 por 4 tanto apreciado, ir além das escalas tenicamente reproduzidas dia a dia. Transpirar a vida. posted by Plano C | 1:01 AMPode dizer Sexta-feira, Janeiro 21, 2005
Pode dizer Quarta-feira, Janeiro 12, 2005 Dizem sempre que o fim de ano é uma época de renovação, lembro de quando era menino e ouvia as histórias de meu avô, meus olhos ficavam brilhando e sem perceber já estava à apenas alguns minutos de um novo 365 dias que poderia trazer novas perspectivas inspiradoras e eliminar minhas frustações do ano que escorria pelo ralo. bom é lembrar dessa minha tenra juventude, sem tantas crises e bagunças em minha atmosfera psíquica, agora tudo parece menos com os dias no quintal das minhas tias, ou das histórias de meu avô, tudo mudou, ainda bem que também mudei. chego a pensar que talvez seja melhor assim mesmo, amigos entre fissuras, afinidades que parecem se tornar abismos com o acúmulo dos dias e mesquinhas intrigas, entrementes continuo a tentar não pensar que seja menos tolo do que os que vejo caminhar freneticamente em direção aos grandes centros comerciais, a procura de alegria. Trocar de pele, trocar de casca, cuspir pra fora o escarro que entope as vias respiratórias, não esquecer que tudo não passa de uma passagem entre caminhos diversos e seguir por onde meus desejos me impulsionarem, assim quero seguir, assim espero superar as estultices moralistas dos seres adestrados. Aos amigos que ficam o melhor do universo, aos que se foram, melhores estepes que as que continuo a buscar. Como o rio em movimento, todos temos que dançar, juntos nesse jogo desordenado espero um dia avistar o que meus irmãos de outros tempo também vislumbraram.
Pode dizer |
| ||||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||||