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Sexta-feira, Abril 22, 2005

Como se fossemos plantetas, um amontoado de átomos sobrepostos e cheios de impulsos incontroláveis;e sem saber somos todos atraídos e repelidos por diferentes campos gravitacionais, circuitos, sistemas interligados e jogados ao acaso. esferas de influência, zonas de reconhecimento e produção de novos confortos conformistas, ou então aqueles confortos criativos que caem como sabonete no chuveiro. Junção, coalizão, colisão, tantos semelhantes que até da pra entender por que somos tão inquietos. o vazio, o tédio, o esquecer, o amanhecer, o sorriso do pão com manteiga, o gosto do vinho barato, o colchão cheio de amofadas, são tantos os dias que até entendo um pouco mais a sobreposição de números e sentidos tão opostos. Grande coisa conseguir separar o real do ilusório, como separar o bicho da maçã, sempre foi assim, e assim é. pouco adianta querer fugir dos dias e amargurar num canto, isso é coisa de gente que sente tudo como se fosse literatura.

p.s. o feriado vai bem...

posted by Plano C | 1:08 AM
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Terça-feira, Abril 12, 2005


Dissolver-se, encontrar-se, perder-se no estranho, caminhar entre dimensões...
O vinho das almas.
09-04-05

posted by Plano C | 3:01 PM
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Segunda-feira, Abril 04, 2005

Joga teu pesar no abismo!
Esquece, Homem! Esquece, Homem!
Divina é a arte do esquecer!
Queres voar,
Queres habitar as alturas:
joga o que mais te pesa no mar!
Aí está o mar, joga-te no mar!
Divina é a arte do esquecer!

F. Nietzsche - Ditirambos de Dionisio(Fragmento 67)

posted by Plano C | 1:28 PM
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Sexta-feira, Abril 01, 2005

Antes fossem os dias mais parecidos com as melodias das músicas de Dylan, principalmente com as do começo da carreira, 1955, bem folk mesmo, como poesia que atravessa o espaço e nem pergunta se ainda pode chegar em tempo.
Me falaram que talvez seria tudo por causa da lua vazia, um fenômeno atrológico que há muito tempo não quer dizer porra nenhuma já que para nós escravos do calendário científico-cristão isso não passa de misticismo barato...
o melhor era esperar que isso pudesse a vir entregar ou mesmo alongar algumas esperanças, mas não, apenas ajuda a confirmar o que realmente acontece sobre os nossos pés, o inevitável movimento transitório dos elementos. que nem o jardim da casa que eu morei ja há alguns anos atrás. antes cheio de árvores, depois destruído e coberto com pedras, já nem acreditava mais na possibilidade de eu rever o jardim de viajens passadas, mas por incrível que pareça lá estava ele, do jeito que deixamos antes de ser pavimentado por cascalho negro.
o eterno retorno sempre traz surpresas e pensamentos irônicos, que jamais são iguais aos que já foram. esperar o tempo destruir o que criou, e criar com a destruição. acalmar os dias e seguir os movimentos do tempo sem pressa, acender um cigarro e tomar café, conversar com um amigo e apenas deixar ser.

posted by Plano C | 11:32 AM
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