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Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

Experiências que consigam de uma forma ou outra criar canais de rompimento com os meios de controle exercidos pela sociedade, e por seus diligentes funcionários, preocupados e orientados para manter o prazer dos corpos sufocados e incapazes de saltar os abismos repressores, podem ser experimentados no cotidiano, através de práticas simbióticas com os meios em que habitamos. Ao invés de entramos em conflito direto com as forças disciplinares da sociedade capitalista, sejam elas sociais, morais ou políticas, podemos elaborar estratégias que aos olhos regrados e mecânicos do bom cidadão passem desapercebidas. Táticas como o da estratégia de camuflagem e o da dissimulação perceptiva, geram campos de freqüência que passam a polinizar novas canais de contra-comunicação e resistência. Tome por exemplo atos de contra-publicidade e desobediência civil (fumar um no parque) realizados em lugares que mesmo estando aos olhos de policiais ou seguranças privados podem ser feitos quando esses menos esperarem. nas frestas e espaços que não podem ser captados pelos mecanismos de controle, já que se diluem na multidão dos centros urbanos. Outro exemplo muito criativo é o utilizado pelo coletivo Yo Mango, da Espanha, que espalham suas táticas de expropriação anti-consumistas pela internet e em palestras. ao invés de sucumbirem ao consumo desenfreado, realizam ações coletivas em supermercados, livrarias, procurando criar canais de ruptura com a lógica capitalista. Mesmo sob constante vigilância por parte da sociedade e das instituições disciplinares, o individuo não esta 24h sobre o olhar de um poder onipresente e onipotente. O problema é quando interiorizamos o controle e a repressão, e deixamos de agir com autonomia. cabe a cada individuo usar de maneira criativa a desobediência civil como prática possível e construtiva, capaz de produzir novas associações e relações prazerosas.
Lukati

posted by zé | 4:44 PM
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Sábado, Janeiro 21, 2006


"Ver um mundo em um grão de areia/ e um céu numa flor selvagem/ é ter o infinito na palma da mão/ e a eternidade em uma hora."
William Blake

posted by zé | 3:48 PM
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Sábado, Janeiro 14, 2006


Milo Manara - Manara Memory

Balde de Prazer
Como não dissolver os olhos em um balde de prazer ao ver tão belas formas.
suculentas pétalas molhadas pairando em meus lábios,
sentir a doce languidez e molhar minha boca no mais sagrado
dos banquetes. como em banhos perfumados, e entre o
néctar dos deuses, mergulho em um mundo de intermináveis
poentes incandescentes.
Lukati

posted by zé | 2:16 AM
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Domingo, Janeiro 08, 2006

"A sinuosidade das linhas é uma linguagem definitivamente clara em que ledes a agitação e o desejo das almas."

Baudelaire - Os paraísos artificiais

posted by zé | 3:47 PM
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