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Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006 Os apologistas do trabalho - Na glorificação do "trabalho", nas incansáveis referências à "benção do trabalho", vejo a mesma idéia oculta que há no louvor às ações impessoais e de utilidade geral: a do temor ante o que seja individual. No fundo sente-se agora, à visão do trabalho -- entendendo por isso a dura laboriosidade desde a manhã até a noite --, que semelhante trabalho é a melhor polícia, que ele detém as rédeas de cada um e sabe impedir o desenvolvimento da razão, dos anseios, do gosto pela independência. Pois ele despende muita energia nervosa, subtraindo-a à reflexão, à ruminção, aos sonhos, às preocupações, ao amor e ao ódio; ele coloca diante da vista um pequeno objetivo e garante satisfações regulares e fáceis. Assim, terá mais segurança uma sociedade em que se trabalha duramente: e hoje se adora a segurança como a divindade suprema. -- E Então! Que horror!! Precisamente o "trabalhador" tornou-se um perigo! Pululam os "indivíduos perigosos"! E por trás deles o perigo maior -- o indivíduo!
Pode dizer Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006
Pode dizer Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006 cruzamentos semi-embalados do dia a dia, opções em aberto, posicões em cheque-mate, o díficil é saber definir quais os movimentos certos ou que não absorvam tantas idéias infrutíferas e ásperas. Sempre - As vezes - é justo no momento em que menos esperamos, que as possibilidades parecem surgir como erupções vulcânicas, colapsos bilaterais, notas flutuantes a deriva, sem aviso prévio ou motivo agradável. - o que fazer ? - o bom seria se simplismente pudessemos nos tornar notas musicais coloridas, nomades, como um dó azul, ou um fá sustenido meio roxo, tudo ia ser mais gostoso, sem as estressantes alternativas que o mercado de seres-lobotomizados propõem em todos seus cartazes alucinantes e execráveis. sempre as mesmas incertezas acompanham as cartas que o ser humano joga na mesa do incessante consumismo, sem saber que as cartas estão marcadas, caminham para o fim, fadados a uma vida de ganhos e perdas contados no saldo positivo do lucro geral. A roda da vida circula sem pedir favores ou desculpas, ousar sentir prazer e lançar os dados na mesa, eis algum sentido na vida.
Pode dizer Sábado, Fevereiro 04, 2006
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